O meu namorado tem cancro! E agora?
Olá a todos e sejam bem vindos ao blogue 123... Nasceu :)
Neste post vou partilhar convosco a minha história de amor, que prevalece hoje em dia mais forte e completa do que nunca.
Era final de 2013 quando conheci o meu atualmente marido, trabalhávamos juntos e posso garantir que foi praticamente amor à primeira vista. Não há como não apaixonar por um ser tão maravilhoso.
Começamos a namorar e tudo era lindo e maravilhoso (com os nossos altos e baixos, mas nada que não nos tornasse mais fortes enquanto pessoas e casal), criamos planos para a nossa vida em conjunto, traçamos metas e objetivos, resumindo eramos felizes.
Depois de um verão com bastante sol e praia, fomos a uma consulta de rotina do Tiago para ver como estavam as análises e o TAC. O Tiago em 2010 teve um linfoma de Hodgkin (um género de cancro no sangue muito, mas muito mau), mas como ser forte que é e com todo o apoio fulcral que teve por parte da família (um beijinho gigante para os meus sogros, que são, sem sombra de duvida, uma força da natureza) recuperou e teve remissão da doença. A partir dai teve sempre exames e consultas de rotina com a hematologista e esta era só mais uma, a primeira que fomos juntos e que pensávamos que íamos voltar a ouvir, está tudo bem... Mas não foi bem assim!
Lembro-me de nos sentarmos nas cadeiras e a medica dizer: "estive a ver o teu TAC e vi algo que não me agradou, sintomas?"
Nesse preciso momento fiquei sem chão, conhecem aquela sensação em que tudo para por breves instantes, porque não queremos acreditar no que estamos ouvindo??? Era como me sentia.
A medica mandou fazer um PET (Tomografia por emissão de positrões) que foi inconclusivo dai ter realizado uma biopsia que veio a confirmar os nossos receios, era um adeno-carcinoma (o nome faz jus à doença, é arrepiante). Mas, todo este processo, levou cerca de quase meio ano para se concluir que estava realmente doente e do quê. FOI DESESPERANTE. E eu de pés e mãos amarrados, sem saber o que dizer ou fazer para confortar o meu homem, sentia-me completamente impotente.
O processo a tomar a partir dai era aterrorizante, mas depois de uma operação para retirar um quarto do pulmão esquerdo, que deixou o Tiago rouco para sempre, de uma longa e dolorosa quimioterapia e de uma radioterapia agressiva e longe de casa, o meu lutador superou mais um obstáculo, atingiu mais uma meta, e não há nada de que me orgulhe mais, pois posso dizer que tenho um VENCEDOR e um LUTADOR ao meu lado <3. É de ressaltar que ele não recorreu a nenhum tipo de antidepressivo nem calmante, que eram frequentemente recomendados pelos medico e psicóloga, visto que estes só enfraquecem e alteram o estado de espirito da pessoa, geralmente para pior. Evitem ao máximo!!!
Para quem está a passar por algo semelhante neste momento, antes de mais nada, tem de ter muita força e tenham PACIÊNCIA, pois quem sofre de um processo tão agressivo pode ter alterações na sua maneira de ser, tal como, tornar-se mais irritado, dolorido, nervoso, fraco, etc.. E isto não quer dizer que essa pessoa já não nos ama, que vai ficar para sempre assim. Temos de, acima de tudo, dar a nossa total atenção e compreensão e apoiar da melhor forma possível quem está doente. Lembrem-se que quem está nessa condição, encontra-se frágil, fraco, triste, ansioso e precisa de nós mais do que nunca.
Estejam sempre lá para quem precisa, pois após todo esse processo tudo vai valer a pena e vão ver que tudo não vai passar de mais uma lição para a vida, dar valor ao dia-a-dia, porque é precioso.
Um beijinho para todos e " É PA ESCARROLÁ".
Neste post vou partilhar convosco a minha história de amor, que prevalece hoje em dia mais forte e completa do que nunca.
Era final de 2013 quando conheci o meu atualmente marido, trabalhávamos juntos e posso garantir que foi praticamente amor à primeira vista. Não há como não apaixonar por um ser tão maravilhoso.
Começamos a namorar e tudo era lindo e maravilhoso (com os nossos altos e baixos, mas nada que não nos tornasse mais fortes enquanto pessoas e casal), criamos planos para a nossa vida em conjunto, traçamos metas e objetivos, resumindo eramos felizes.
Depois de um verão com bastante sol e praia, fomos a uma consulta de rotina do Tiago para ver como estavam as análises e o TAC. O Tiago em 2010 teve um linfoma de Hodgkin (um género de cancro no sangue muito, mas muito mau), mas como ser forte que é e com todo o apoio fulcral que teve por parte da família (um beijinho gigante para os meus sogros, que são, sem sombra de duvida, uma força da natureza) recuperou e teve remissão da doença. A partir dai teve sempre exames e consultas de rotina com a hematologista e esta era só mais uma, a primeira que fomos juntos e que pensávamos que íamos voltar a ouvir, está tudo bem... Mas não foi bem assim!
Lembro-me de nos sentarmos nas cadeiras e a medica dizer: "estive a ver o teu TAC e vi algo que não me agradou, sintomas?"
Nesse preciso momento fiquei sem chão, conhecem aquela sensação em que tudo para por breves instantes, porque não queremos acreditar no que estamos ouvindo??? Era como me sentia.
A medica mandou fazer um PET (Tomografia por emissão de positrões) que foi inconclusivo dai ter realizado uma biopsia que veio a confirmar os nossos receios, era um adeno-carcinoma (o nome faz jus à doença, é arrepiante). Mas, todo este processo, levou cerca de quase meio ano para se concluir que estava realmente doente e do quê. FOI DESESPERANTE. E eu de pés e mãos amarrados, sem saber o que dizer ou fazer para confortar o meu homem, sentia-me completamente impotente.
O processo a tomar a partir dai era aterrorizante, mas depois de uma operação para retirar um quarto do pulmão esquerdo, que deixou o Tiago rouco para sempre, de uma longa e dolorosa quimioterapia e de uma radioterapia agressiva e longe de casa, o meu lutador superou mais um obstáculo, atingiu mais uma meta, e não há nada de que me orgulhe mais, pois posso dizer que tenho um VENCEDOR e um LUTADOR ao meu lado <3. É de ressaltar que ele não recorreu a nenhum tipo de antidepressivo nem calmante, que eram frequentemente recomendados pelos medico e psicóloga, visto que estes só enfraquecem e alteram o estado de espirito da pessoa, geralmente para pior. Evitem ao máximo!!!
Para quem está a passar por algo semelhante neste momento, antes de mais nada, tem de ter muita força e tenham PACIÊNCIA, pois quem sofre de um processo tão agressivo pode ter alterações na sua maneira de ser, tal como, tornar-se mais irritado, dolorido, nervoso, fraco, etc.. E isto não quer dizer que essa pessoa já não nos ama, que vai ficar para sempre assim. Temos de, acima de tudo, dar a nossa total atenção e compreensão e apoiar da melhor forma possível quem está doente. Lembrem-se que quem está nessa condição, encontra-se frágil, fraco, triste, ansioso e precisa de nós mais do que nunca.
Estejam sempre lá para quem precisa, pois após todo esse processo tudo vai valer a pena e vão ver que tudo não vai passar de mais uma lição para a vida, dar valor ao dia-a-dia, porque é precioso.
Um beijinho para todos e " É PA ESCARROLÁ".

Grande Tiago. Abraço !
ResponderEliminar💝💝
ResponderEliminarAdorei!
ResponderEliminarKeep strong
Beijinhos
www.tudosobretudon.blogspot.pt
Obrigada Sandra pelo apoio.
ResponderEliminarUm beijinho